Daniel confirmado para o Senado, PT faz reunião na quarta e PSB sente falta de Jesualdo Pires

PORTO VELHO- Embora o grupo que forma a Frente Democrática ainda não tenha lançado nenhuma nota oficial, que deverá fazê-lo somente no dia 28 de maio, já circula no meio político o que foi encaminhado até agora, fruto de  mais de 90 dias de discussão. Para o governo do estado de Rondônia, o grupo deverá indica o professor e advogado Vinícius Miguel (PSB). Para vice-governador, o nome será o do presidente estadual do PT, ex-deputado federal Anselmo de Jesus. Para o Senado, o nome deverá ser do ex-governador Daniel Pereira (Solidariedade). Este encaminhamento atenderia aos objetivos do PT que é eleger Lula e fazer uma boa bancada de deputados federais. Atenderia, porque muitos estavam desejosos de que o partido lançasse  um nome para o Senado Federal, porque durante uma campanha majoritária o candidato seria projetado para todo o Estado.

O então pré-candidato ao Senado e presidente municipal do PT, Ramon Cujuí, convocou para a próxima quarta-feira, 25, uma reunião do partido para discutir os rumos que tomarão e acalmar os filiados descontentes. Ramon era o indicado dos petistas ao Senado, mas os sete partidos decidiram pelo nome de Daniel Pereira.

Dia 28, Dia D

O grupo que forma a Frente Democrática continua conversando e finalizando as tratativas para anunciar oficialmente no dia 28 de maio os nomes dos pré-candidatos ao governo, vice, Senado, deputados federais e estaduais. No dia 28 a Frente Democrática deverá afinar o discurso e percorrer o  estado de forma unida objetivando a eleição de Luís Inácio Lula da Silva. Se Lula conseguiu com que a militância engolisse Geraldo Alckmin eterno rival petista, não será em Rondônia que os petistas não conseguirão se unir em torno de um nome ao governo e ao Senado, ainda que a contragosto.

PSB em pânico

A desistência do ex-prefeito de Ji-Paraná,  Jesualdo Pires, de disputar uma das cadeiras de deputado federal, pegou o partido de surpresa porque fragilizou a nominata. O deputado federal Mauro Nazif deverá contar com ele mesmo para se reeleger ou se lançar ao Senado também. Para eleger um deputado federal, cada partido terá que fazer pelo menos 100 mil votos. Nazif, em tese, teria certos cerca de 60 mil votos, faltando então, 40 mil sufrágios.

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado.