‘Artigo de Ciro Nogueira no Globo é um poço de mentiras’, adverte jornalista

George Marques não conteve sua indignação e soltou um palavrão ao comentar que, no texto, o ministro chega a defender “que o Brasil não volte ao tempo da CLT“, dentre outros absurdos

O jornalista George Marques, da mídia Ninja, afirmou em seu perfil no microblog Twitter que o artigo pulicado no jornal O Globo, deste domingo (16/1), pelo ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, “é um poço de mentiras“, especialmente quando o bolsonarista defende que o Brasil não volte ao tempo da CLT [Consolidação das Leis Trabalhistas]”, motivo que causou a indignação do jornalista, que postou um palavrão na mensagem.

Em outros absurdos relevantes, Nogueira “inventa que o Brasil viraria Venezuela no próximo governo LULA” e diz que “o governo Bozo enfrentou a pandemia, quando sabotou estratégias de contenção à vacina“.

O jornal ainda destacou, acima da publicação no espaço destinado às aberrações ditas pelo ministro, o termo “soberba petista”, o que, já na abertura, provoca náuseas pela previsão do que está por vir.

Quando se conhece o legado deixado ao país pelo ex-presidente LULA, e se tem consciência de sua fama internacional pelo mesmo motivo, a leitura do que foi compartilhado no tuíte de Marques e transcrito logo depois não merece o tempo desprendido.

Veja abaixo e leia mais a seguir:

“Na eleição, olhe para cima: pense no dia seguinte

Por Ciro Nogueira

Há um clima de deslumbramento no ar. Euforia, sensação de vitória inevitável, uma certa soberba. Como se o eleitor fosse apenas… um detalhe. Mas sabemos que há um longo caminho até as eleições presidenciais.

E a questão que cada vez mais vai pesar é: na economia, haverá um dia seguinte! Como será?

Se o dia seguinte fosse com o PT, faríamos uma guinada para a Venezuela, para a Argentina ou para a Bolívia — regimes e governos que o PT apoia.

Pelo que o PT vem dizendo, daremos um verdadeiro cavalo de pau e renegaremos o óbvio: numa economia global cada vez mais competitiva, temos, sim, de proteger os nossos trabalhadores, mas a primeira proteção aos trabalhadores é criar empregos.

Não é voltando ao tempo da CLT, de quase um século atrás, que daremos uma resposta para o país.

É isso que significa a mudança? E, a rigor, mudar é a resposta? No dia seguinte, o Brasil vai conviver com uma mudança para pior ou vai querer continuar no rumo certo?

Lula sempre disse que governou para todos. Mas o PT de hoje, ferido, com as marcas do ódio da rejeição que sofreu e ainda sofre, chegaria ao poder com a prudência de 2002? O ódio parece ter vencido a esperança.

Não é possível um debate intelectualmente sério sem considerar que o governo Bolsonaro enfrentou a maior pandemia da História da humanidade. E comparar o desempenho econômico do Brasil ou de qualquer país do mundo com o próprio Brasil fora dessa circunstância é desonesto.

Isso nos coloca a questão central da eleição: qual será o dia seguinte? O dia seguinte de um governo que continuará com a compreensão correta de que não podemos ter um Estado inchado, com estatais que funcionam para seus comissários e não para a população? De um governo que fez o maior programa assistencial da História do país (13 anos do Bolsa Família em apenas um… aceitem, que dói menos) sem aumentar o endividamento?

Um governo que diminuiu a taxa de juros e praticou a menor de todos os tempos da História recente do país? Que aumentou o acesso ao sistema financeiro por meio das fintechs e dos bancos digitais? Que criou um mecanismo como o Pix e transferiu renda diretamente, na veia, para o usuário, o povão, que deixou de pagar altas tarifas bancárias? Um governo que mais do que duplicou o valor do antigo Bolsa Família, agora Auxílio Brasil? Tudo isso sem pedaladas fiscais, sem uso das estatais para cargos políticos?

Qual Brasil teremos no dia seguinte à eleição? O velho Brasil ou um Brasil novo, que foi atropelado por uma pandemia, mas que é tão melhor na sua essência, que ainda assim resistiu e agora tem condições de despontar em todo o seu potencial nos próximos quatro anos?

Alguns do PT podem distorcer essa análise dos fatos e invocar a surrada campanha do “medo”. Como assim? Quem está provocando medo não é o PT? Somos nós que apoiamos regimes antidemocráticos, regulações contra a mídia, guinadas na economia?

O dia seguinte do governo Bolsonaro será o teto de gastos, o equilíbrio fiscal, as reformas que ele já provou ser capaz de fazer e endossa, a liberdade econômica, as privatizações, um governo há três anos sem corrupção e um Banco Central independente.

Tudo isso é o que o PT já disse querer destruir. Pois, no dia seguinte de um segundo governo Bolsonaro, aprofundaremos essas transformações, que não puderam atingir todos os seus resultados porque tivemos de travar uma guerra de vida e morte contra a pandemia. E Bolsonaro já provou que tem um forte apoio no Congresso. A propósito, o PT teria? Com sua pauta-bomba econômica?

O PT usa agora uma “contabilidade criativa” até sobre si mesmo. Quando no poder, Dilma tinha sido a “mãe do PAC”, no Lula 1 e no Lula 2, e presidente no Dilma 1 e no Dilma 2. Ou seja, eram quatro governos Dilma. Agora, Dilma desaparece. Não houve Dilma. O PT é de… Geraldo Alckmin!

Nada melhor que encerrar este artigo inspirado no título do filme que será o que o eleitor brasileiro fará cada vez mais quando chegar a hora: olhe para cima. Ao fazer isso e pensar no dia seguinte da eleição, não optará pelo cometa do PT. A polarização existe, sim. E é na economia. Qual será o dia seguinte?

*Ministro da Casa Civil

Fonte: Urbs Magna

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